“A grande questão é: o que farão todos aqueles que rejeitaram o Windows Vista quando suas esperanças em torno do Windows 7 forem frustradas”.
“Após meses de especulação, o Windows 7 finalmente foi revelado mês passado na Professional Developers Conference (PDC) da Microsoft. (…) A apresentação da Microsoft foi bem convincente e a galera da PDC estava salivando para brincar com o maior e mais recente produto da Microsoft. Mas, depois que as cortinas baixaram e os projetores finalmente esfriaram, os presentes ficaram com uma cópia pré-beta de algo que parecia menos com um sistema operacional novo e mais com uma recauchutagem de um velho”, diz Randall C. Kennedy em artigo publicado no Reseller News.
Kennedy diz que, quanto mais mergulha nas entranhas do Windows 7, mais vê uma versão ligeiramente diferente do Windows Vista. “O Windows 7 parece devorar memória como o Vista, consumir CPU como o Vista e ter o mesmo foco no consumidor. Como seria este produto recebido por clientes corporativos sendo que a vasta maioria dos quais rejeitou sonoramente seu predecessor? Afinal, se o Vista não era bom o bastante para as grandes empresas, então certamente algo derivado dele encararia recepção similar”.
Kennedy prossegue insistindo na tese de que o Windows 7 nada mais é que o Vista com tinta nova, “uma versão ‘R2′, para usar a nomenclatura da Microsoft do lado Windows Server da casa. Os processos-chave parecem e funcionam de modo bem similar aos do Vista e os testes de benchmark preliminares mostram que o desempenho do Windows 7 é par a par com seu predecessor. Francamente, o Windows 7 é o Vista, peloo menos sob o capô. Isso deve ao menos se traduzir em excelente retrocompatibilidade com aplicações e drivers certificados para o Vista”.
Deveria, diz Kennedy, mas não foi bem isso o que constatou. “A implementação do MP3 no Vista quebra tudo que, francamente, não deveria estar sendo quebrado. Pior ainda: suspeita-se que a fonte de uma grande falha de compatibilidade — os castrados avisos do UAC — na verdade é de natureza arquitetural, um dos poucos recursos de segurança realmente novos do Windows 7″.
Após uma extensa análise das características do novo sistema operacional da Microsoft, Kennedy reafirma que o Windows 7 se parece e se comporta exatamente como o Vista. “Seu desempenho é quase exatamente igual ao do Vista. E ele falha em praticamente todo tipo de coisa que costumava funcionar bem no Vista. Em outras palavras, o sucessor do sistema operacional mais impopular da Microsoft desde o Windows Me ameaça prover nenhum benefício mensurável em desempenho enquanto apresenta novos e potencialmente danosos problemas de compatibilidade”.
Kennedy se pergunta o que farão todos aqueles que rejeitaram o Windows Vista quando suas esperanças em torno do Windows 7 forem frustradas. “Alguns indubitavelmente irão ceder. (…) No entanto, para muita gente, esta pode ser a oportunidade perfeita para explorar seriamente as alternativas fora da Microsoft. O Linux Ubuntu fica cada vez mais refinado a cada trimestre, enquanto o hardware Apple e o Mac OS X continuam a impressionar tanto usuários técnicos quanto leigos. Uma coisa é certa: o domínio da Microsoft no desktop empresarial, que uma vez foi inatacável, está indo em direção ao precipício. O Windows Vista erodiu permanentemente a reputação da empresa perante os tomadores de decisão dos departamentos de TI e, do que temos visto até agora do Windows 7, a Microsoft ainda não aprendeu a lição”.
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