"As dificuldades vividas hoje pelo mercado representam oportunidades para que os gestores de TI demonstrem o real valor da tecnologia."
A tormenta que se formou há três anos ganhou força e atingiu em cheio os mercados, e sequer começa a dar sinais de enfraquecimento. Qual o papel do gestor de TI frente à tamanha agitação? Estes são períodos em que as lideranças chamam para si a responsabilidade da tomada de decisão e invocam comportamentos e os recursos necessários para contornar o mau tempo de forma a minimizar os estragos iminentes.
Nestas horas, os executivos que têm a missão de conduzir esta grande embarcação precisam de todo apoio e pró-ativadade que possam lançar mão. Com as dificuldades surgem as verdadeiras oportunidades para os gestores de TI, como demonstrar o real valor que a tecnologia - quando bem aplicada - traz, sendo uma ferramenta importantíssima para proporcionar estabilidade para empresa.
Uma grande demonstração de valor é fortalecer as parcerias com os gestores das áreas comercial, financeira e jurídica, no sentido de disponibilizar componentes tecnológicos que tragam maior visibilidade sobre o desempenho dos negócios, controlem melhor as atividades operacionais e ajudem a prever formas de minimizar os efeitos negativos aos quais estamos expostos. Todo este conhecimento do negócio e gestão operacional deve ser aplicado de forma ágil e pragmática, respondendo com velocidade às ações – por vezes irracionais - do mercado.
Entre as medidas de gestão surgem as famosas: restrições de gastos desnecessários, revisão dos longos ciclos de vendas, adiamento dos investimentos em capital produtivo, congelamento de novas contratações e tantos outros fantasmas corporativos aos quais nos acostumamos depois de anos de inflação alta e falta de investimentos.
Agora como por em prática todos estes dispositivos de contenção se ainda não temos fortemente institucionalizados mecanismos que habilitem a governança corporativa? Quais foram os processos e as aplicações que a TI ajudou a definir e implantou para suportar esta iniciativa? Se você não consegue responder estas questões numa conversa de elevador, então use a “saída pela direita”: convoque os gerentes da área de TI para investigarem quais são as ações que, junto às áreas comerciais, financeiras e jurídicas, possam trazer resultados imediatos.
Lance mão de meios simplificados para criar mecanismos de apoio aos sistemas corporativos e apresente aos usuários as ferramentas a serem usadas em caso de emergência. Assim, os efeitos da crise poderão ser mais bem monitorados e controlados, mesmo que esta não seja situação ideal para inventarmos soluções. Cuidado para não abusar da criatividade e do poder de se “desenrascar”.
Quando a calmaria se aproximar invista na estruturação de um projeto para melhor estruturar e automatizar as boas práticas de gestão. Identifique as tecnologias que permitam uma rápida adaptação em caso de novas alterações bruscas no ambiente de negócios e as implante com vigor, aproveitando a amarga lembrança e oferecendo a esperança de um futuro mais controlado.
Sergio Rubinato Filho é presidente do itSMF Brasil e representante do Brasil no itSMF International Board.
Fonte:http://computerworld.uol.com.br/governanca/sergio_rubinato/idgcoluna.2008-10-14.3677678456/
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